Prof. Marcos foi o keynote speaker no evento “Soluções Inovadoras de TIC para Grandes Eventos Esportivos”

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O professor iniciou a apresentação com dados impactantes envolvendo o Brasil:

Índice de Competitividade – World Economic Forum

São 144 países participantes. O Brasil está na 48ª posição. As quatro primeiras são ocupadas, respectivamente, por: Suíça, Singapura e Finlândia e Suécia.

Índice de Inovação – World Intellectual Proprierty Organization (WIPO)

São 141 países participantes. O Brasil ocupa a 58ª posição. As primeiras posições ficam para Suíça, Suécia, Cingapura e Finlândia.

“Relacionando os dois índices podemos perceber a correlação que há entre competividade e inovação. É só observar as quatro primeiras posições e perceber que os mais competitivos também são os mais inovadores”, avaliou o professor.

“Em alguns indicadores de Competitividade, o Brasil está bem classificado, como por exemplo, quarto lugar em exportação de serviços criativos. Mas não podemos dizer o mesmo sobre a qualidade de ensino no primário, onde o Brasil ocupa a 126ª posição ou mesmo em gastos públicos, onde o Brasil ocupa a 135ª posição”.

O que é inovação, afinal?

Inovação = ideia +ação + resultado. “Os resultados devem ser positivos para fundadores, investidores e demais stakeholders, com Responsabilidade Social e por um prazo razoável e não precisa ser inédita no contexto universal”, definiu Vasconcellos.

Foi bem claro em relação a dissociação de inovação com ineditismo. “Ela precisa ser inédita no seu contexto e não em termos universais, conforme Manual de Oslo. Muitas pessoas cometem essa confusão”. E foi além: “Inovação é sempre um trabalho de equipe. A ideia brilhante pode até ser fruto de um gênio solitário, mas sua implantação dependerá, sempre, de outras pessoas” arrematou Marcos.

As inovações ocorrem em quais contextos?

Inovação – Organização – Rede e Sociedade

Inovar (ou não inovar) não depende só de dinheiro

Prof. Marcos, citando o ex-ministro Maílson da Nóbrega, contou que o Brasil gasta, na proporção do PIB, em inovação o mesmo que os EUA e alguns países da Europa. “Nem preciso dizer que o gasto até pode ser comparável, mas os resultados, não se comparam de forma alguma. Inovação não é uma simples questão de dinheiro e sim de gestão. O Brasil precisa se ater a isso: Gestão da Inovação”, ressaltou.

Como inovações prioritárias para o Brasil, o professor identifica:

– Educação – “precisamos de uma metamorfose nesse setor”

– Fatores Brasil                       

– Relação Empresa-Universidade-Governo

– Leis de Inovação

– Fomento à Inovação

Competências para Inovação

“Não é apenas P&D que inova, e sim todas as pessoas. Gosto de exemplificar com uma roda da inovação que envolve liderança, meio inovador interno, pessoas, processos e resultados”, disse o professor.

É preciso, primeiramente de liderança: “forte, presente que se relacione com o mundo, trace o norte, defina rumos, envolva e engaje as pessoas, disse Marcos.

A partir disso cria-se o Meio Inovador Interno (redes formais e informais), pessoas qualificadas e motivadas, processos e dai sim, os resultados.

Processos de Inovação:

Inovações em Gestão – Organizacional e no Modelo de Negócio

Inovações Tecnológicas – no Processo e no Produto

 “É muito importante para as empresas, organizações e para o país cultivemos a cultura da Inovação. Por isso, mesmo que não seja totalmente disruptiva, as mudanças incrementais geram pequenos resultados que valorizam o hábito da mudança”, ressaltou.

Alguns Pontos Importantes sob o ponto de vista de Marcos Vasconcellos:

– Muita atividade em PI – patentes são patrimônio.

– A Inovação não está relacionada apenas com gastos em P&D.

– As Pessoas (na Sociedade e nas Organizações) são os efetivos Agentes de Inovação e Mudança.

– É necessário um ambiente adequado para que floresça a Cultura da Inovação.

– As inovações incrementais (pequenos resultados) também são importantes, pois valorizam o hábito de mudança.

E para finalizar, deixou a seguinte frase: “Inovar é preciso porque viver bem é preciso”.

Saiba Mais sobre o Evento:

O evento aconteceu no dia 16/04, no Hotel Maksoud Plaza, em  São Paulo – SP. O seminário foi organizado pelo  I T S – Instituto de Tecnologia de Software e Serviços e contou com o apoio do FI.

O Seminário, com foco temático em soluções para grandes eventos esportivos, teve como objetivo principal identificar Oportunidades Reais para as Empresas Brasileiras  de  TIC – Tecnologia da Informação e Comunicação – com produtos e serviços aplicados a Grandes Eventos Esportivos.