Gestão de Inovação nas Organizações

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foto mavMarcos Augusto de Vasconcellos, coordenador do Fórum de Inovação da FGV-EAESP

 

É amplamente reconhecida a importância da inovação para o sucesso de qualquer organização. Mas, se é assim, por que algumas organizações são mais inovadoras do que outras? Ou ainda, o que uma organização precisa fazer para se tornar inovadora? Certamente, a resposta para esta pergunta não está em esperar a ideia brilhante. Mas sim, na adequada gestão da inovação.

 

Para que as organizações consigam efetivamente implantar a inovação em todos os seus setores e áreas é preciso chegar a um consenso em relação ao próprio conceito de inovação. O Fórum de Inovação da FGV-EAESP, que estuda as organizações inovadoras e a inovação nas organizações há mais de dez anos, define inovação como a união da ideia com a ação que gera resultado, sendo que os resultados devem ser positivos para fundadores, investidores e demais partes interessadas. De acordo com este conceito, não existem inovações mal sucedidas; as tentativas de mudança, que não atingem os resultados esperados, não podem ser consideradas inovações, são apenas boas intenções.

 

Estabelecido o conceito de inovação, podemos entender que a organização inovadora é aquela que pratica a inovação sistemática e é permeada por um processo contínuo e permanente de produção de inovações, inovações essas de qualquer natureza e de qualquer magnitude.

 

A metodologia, desenvolvida pelo Fórum de Inovação da FGV-EAESP para análise da organização inovadora, compreende dois aspectos complementares – as competências e os processos de inovação. Uma abordagem sistêmica da organização permite identificar as áreas de competência que precisam ser desenvolvidas: liderança e estratégia, meio inovador interno, pessoas, processos de inovação e resultados. Os processos de inovação, que precisam ser sistematizados, são: inovação em produtos, inovação em processos, inovação organizacional e inovação no modelo do negócio.

 

A análise criteriosa das competências e dos processos permite identificar os gaps de inovação e desenvolver um plano de ação para efetivamente inserir a gestão da inovação na organização.

 

Podemos dizer que a gestão da inovação consiste na criação de condições para que ocorra o processo contínuo e permanente de produção de inovações. Certamente, as organizações mais inovadoras são as que criam melhores condições, tanto para o desenvolvimento das áreas de competência, como para a sistematização dos processos de inovação.

Fonte: FNQ em Revista – out 2012